Projeto passou a fazer parte da matriz curricular em 2026 e terá equipe de alunos participando de competição nacional em São Paulo
Em entrevista concedida ao programa Conexão Itapuí, a coordenadora pedagógica geral do Colégio Santa Teresinha, Camila Grandini, e a professora de Robótica, Geovana Rosa, falaram sobre o Robocode, projeto que passou a integrar a matriz curricular da instituição. A proposta trabalha a cultura maker, programação, resolução de problemas e trabalho em equipe, desde o primeiro ano até o 9º ano do Ensino Fundamental.
Robótica alia teoria e prática
Segundo Camila, a implantação surgiu da necessidade de atualizar o currículo. “Nós percebemos, né, que tinha essa necessidade de atualizar o nosso currículo com o Robocode. Iniciamos no ano de 2026 já na matriz com a cultura maker, que é o nome Robocode é a solução educacional da robótica, mas dentro da matriz está como cultura maker, que trabalha desde o primeiro ano, dos anos iniciais até o 9º ano”, explicou.
Geovana, que possui especialização em robótica educacional e computação, explicou que as atividades começam de maneira lúdica com os alunos menores. “A gente inicia de uma forma lúdica, mas iniciando com blocos de ícones para atrair eles para a programação. E aí, aos pouquinhos eles vão adquirindo mais confiança para aumentar o conhecimento ali na programação.”
As aulas acontecem na sala de cultura maker e envolvem programação, resolução de problemas e trabalho em equipe. Os alunos também assumem funções diferentes durante a montagem dos robôs, como programador, construtor e líder.
Equipe se prepara para competição nacional
O projeto também terá participação em uma competição nacional no dia 19 de setembro, em São Paulo. Três alunos do Colégio Santa Teresinha representarão a instituição e serão responsáveis por operar o robô na arena. O desafio envolve um robô que deverá levar instrumentos musicais aos locais indicados em um tapete, utilizando sensores.
De acordo com Geovana, “Ele está programado, com sensores de cor. E eles vão ter que calcular quanto tempo eles vão, ele vai levar para fazer as voltas, mas é utilizando sensores.”
A preparação envolve testes, programação e treinamentos. Camila destacou que, além dos conhecimentos técnicos, a atividade trabalha habilidades como resolução de conflitos, gerenciamento de tempo e cooperação. Os estudantes têm 40 minutos durante a avaliação para identificar problemas e encontrar soluções.
Para a coordenadora, o Robocode também contribui para o desenvolvimento da linguagem computacional e do raciocínio lógico. “Então, resolver conflitos, problemas, gerenciamento de tempo, que é super importante. E então eles trabalham tudo isso”, afirmou. O projeto permanece integrado à matriz curricular junto à área da matemática, com a cultura maker presente em todos os anos do Ensino Fundamental.
Confira a entrevista completa:
Fotos: Colégio Santa Teresinha
