Diretor técnico Jeremias da Silva explicou, em entrevista à Rádio Itapuí, como funcionam as duas iniciativas realizadas em parceria com o SUS Gaúcho e o município
Em entrevista concedida ao programa Conexão Itapuí, o diretor técnico do Hospital Santo Antônio da Patrulha – Vila Nova, Jeremias da Silva, falou sobre a ampliação das consultas de otorrinolaringologia e sobre o novo fluxo para retirada de antibióticos aos finais de semana na unidade.
Consultas de otorrinolaringologia
Por meio de uma parceria com o Governo do Estado, o hospital disponibilizou 1 mil consultas de otorrinolaringologia para ajudar a reduzir a fila de espera da especialidade no Litoral Norte. Segundo Jeremias, atualmente a demanda regional reúne cerca de 2,4 mil a 2,5 mil pessoas, algumas aguardando há anos por atendimento.
Nesta primeira etapa, as consultas são destinadas a pacientes adultos. O diretor explicou que cerca de 60% dos atendimentos são ambulatoriais e envolvem situações de menor complexidade, como necessidade de limpeza, avaliação auditiva e outros procedimentos que podem ser realizados no próprio hospital. Parte dos pacientes também é encaminhada para audiometria, conforme a necessidade identificada durante a consulta.
O hospital também informou que pacientes de Santo Antônio da Patrulha estão entre os atendidos, mas houve registros de faltas em consultas anteriores. Jeremias destacou a importância de que os pacientes que tiverem atendimento agendado compareçam, já que existe uma fila regional de espera.
Antibióticos aos finais de semana
Outra iniciativa já em funcionamento é a disponibilização de antibióticos e Tamiflu aos finais de semana, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde. O fluxo é destinado exclusivamente a pacientes atendidos na emergência do Hospital Santo Antônio e que tenham necessidade de iniciar o tratamento naquele momento, quando a unidade básica de saúde já estiver fechada.
Os medicamentos são disponibilizados pelo município e ficam armazenados no hospital. A equipe de farmácia realiza o controle a partir da prescrição médica feita na própria emergência. Jeremias reforçou que receitas de consultas particulares ou de outros atendimentos não dão acesso ao estoque.
A medida busca evitar que pacientes precisem aguardar até a segunda-feira para iniciar um tratamento indicado durante o final de semana. O hospital também começou a acompanhar os dados desse novo fluxo para avaliar a demanda e os impactos no atendimento da emergência.
Confira a entrevista na íntegra:
