Catequista Janice Trochinski também destacou formação sobre neurodiversidade realizada por catequistas da Diocese de Osório
Em entrevista concedida ao programa Conexão Itapuí, a catequista e uma das coordenadoras da Catequese da Paróquia Santo Antônio, Janice Trochinski, falou sobre o período de inscrições para catequese em Santo Antônio da Patrulha e também destacou a participação de catequistas do município em um seminário sobre neurodiversidade realizado pela Diocese de Osório. As inscrições seguem abertas até o dia 19 de junho para crianças e adolescentes da paróquia.
Inscrições
Catequista há 25 anos, Janice explicou que as inscrições para a Matriz Santo Antônio acontecem após as missas de sábado, domingo e também nas celebrações de terça-feira à noite, mediante a apresentação de documento. Já na comunidade da Várzea, os horários foram ampliados para facilitar o acesso das famílias, nas terças-feiras das 14h às 15h e nas sextas das 18h30min às 19h30min. “E no interior, nas comunidades, procura as lideranças, os catequistas”, afirmou.
Segundo ela, não há cobrança de taxa para participação. Janice ressaltou ainda que a catequese vai além dos encontros semanais, envolvendo também a participação das famílias na comunidade e nas atividades religiosas ao longo do ano. “A catequese não é só os encontros ali. Porque ali seria uma hora por semana, muito pouco”, destacou.
Seminário sobre neurodiversidade
Durante a entrevista, Janice também comentou sobre a participação de cerca de 30 catequistas de Santo Antônio da Patrulha em uma formação promovida pela Diocese de Osório. O encontro abordou a inclusão e o atendimento de crianças neurodivergentes na catequese.
“Com o aumento de diagnósticos, é muito comum a gente ter crianças especiais na catequese”, explicou. Segundo Janice, a formação buscou preparar os catequistas para acolher melhor as famílias e adaptar os encontros às necessidades das crianças. “Pode colocar tranquilo porque a gente vai estar preparado pra recebê-lo”, afirmou ao relatar conversas com pais durante o período de inscrições.
Experiência na catequese atravessa gerações
Ao longo da entrevista, Janice também falou sobre as mudanças percebidas nas últimas décadas dentro da catequese, especialmente em relação à rotina das crianças e ao uso da tecnologia. “Hoje é difícil a gente conseguir um horário que eles possam fazer a catequese porque eles têm futebol, CTG, cursos de inglês, natação”, comentou.
Ela destacou ainda a importância de aproximar as crianças da igreja de forma acolhedora. “Primeiro tu tem que imergir no mundo deles”, disse. Janice também contou que alguns antigos catequizandos hoje atuam como catequistas na paróquia. “Eu tenho essa alegria na vida”, afirmou.
Confira a entrevista na íntegra:
