Em entrevista concedida ao programa Conexão Itapuí, o presidente da Fundação Museu Antropológico Caldas Júnior, Rafael Barcela, falou sobre o andamento do projeto de restauração do Museu Caldas Júnior, em Santo Antônio da Patrulha. A iniciativa foi selecionada pelo edital Pró-Cultura RS, da Secretaria Estadual da Cultura, e prevê, nesta primeira etapa, a restauração da casa bicentenária que abriga o museu, com início das obras previsto para abril, mediante a captação mínima exigida de recursos.
O presidente explicou que o projeto ficou entre os três selecionados no edital e que, a partir desta fase, empresas podem destinar parte do ICMS devido para o financiamento da obra. “Nós apresentamos o nosso projeto no edital da Secretaria Estadual da Cultura, no Pró-Cultura RS, que é a lei de incentivo à cultura. O Museu Caldas Júnior ficou em segundo lugar e, a partir de agora, as empresas estão aptas a destinar recursos do ICMS para esse projeto de restauração”, afirmou Barcela.
Captação de recursos e etapas da obra
Segundo Rafael Barcela, o projeto está dividido em fases e a prioridade atual é a recuperação da estrutura original do imóvel. “A primeira etapa, que é a restauração da casa sede do museu, está estimada em quase dois milhões de reais, mais uma contrapartida da Prefeitura de 550 mil reais”, detalhou. Ele também ressaltou que parte dos recursos já foi assegurada. “Hoje nós temos 410 mil reais já captados, mais a contrapartida do município, então nós temos quase um milhão de reais já pra ser investido na restauração.”
Durante a entrevista, o presidente destacou que a obra só poderá ser iniciada quando pelo menos 80% do valor total estiver captado, conforme exigência do edital. “Nós temos a data prevista de lançamento da obra para o dia 22 de abril, mas para iniciar a obra temos que ter no mínimo dois milhões de reais”, explicou.



Preservação histórica e acessibilidade
Barcela também esclareceu que o projeto preserva integralmente as características históricas do prédio, tombado pelo Estado. “Esse projeto foi elaborado por um dos melhores arquitetos do Rio Grande do Sul na área de restauração e foi aprovado pelo Iphae [Instituto Estadual do Patrimônio Artístico e Cultural]. Então, não vai se mexer na estrutura da casa bicentenária, a formatação vai ser preservada”, afirmou. Ele acrescentou que as intervenções previstas buscam garantir acessibilidade ao público. “Nós também temos que pensar na questão da acessibilidade, e permitir que todas as pessoas possam ter acesso à cultura, à história e ao museu.”
O presidente reforçou que a captação de recursos segue em andamento, com agendas junto a empresas da região e de outros municípios, e destacou a importância do apoio da comunidade e do setor produtivo para viabilizar a restauração e preservar um dos principais patrimônios históricos de Santo Antônio da Patrulha.
Confira a entrevista completa:
