O avanço do maruim no Litoral Norte gaúcho levou prefeitos até Joinville, em Santa Catarina, em busca de uma alternativa que, desta vez, parece mais próxima da realidade. O Consorcio Intermunicipal de Infraestrutura Rodoviária Urbana e Rural (Cidirur) reuniu gestores municipais para conhecer estudos e tecnologias voltados ao combate do inseto que, há anos, altera a rotina de moradores, produtores rurais e do setor turístico da região.

A agenda técnica ocorreu na Nório Nanotecnologia, empresa ligada à área de pesquisa e inovação. A comitiva foi liderada pelo presidente do consórcio, o prefeito de Morrinhos do Sul, Marcos Venicios Evaldt, e pelo diretor executivo Flávio Lipert.
Entre prefeitos, vice-prefeitos e lideranças, o sentimento era de cautela, mas também de expectativa diante do que foi apresentado. “Ao longo dos últimos anos, muitas pesquisas surgiram, muitas delas não chegaram a lugar nenhum. O que a gente viu hoje aqui é muito promissor”, afirmou Marcos Venicios.
Segundo ele, os municípios consorciados devem avançar nas conversas para levar os estudos ao Litoral Norte gaúcho. “Nós estamos conversando, negociando, e vamos sim levar esses estudos para os nossos seis municípios”, disse.
Apesar do otimismo, o presidente do Cidirur ponderou que os produtos ainda estão em fase de estudo e não possuem registro da Anvisa. “A gente deixa frisado que estamos em fase de estudo, os produtos não estão registrados pela Anvisa, mas estamos muito satisfeitos com o que vimos aqui.”
MARUIM

Pequeno no tamanho, mas gigante nos impactos, o maruim se transformou em um dos principais problemas enfrentados pelas cidades da região. As picadas agressivas provocam irritações, alergias e desconforto constante, alterando hábitos da população e afetando diretamente atividades econômicas ligadas ao turismo e à agricultura.
Nos municípios litorâneos, moradores convivem diariamente com a proliferação do inseto, especialmente em períodos de calor e umidade. Em algumas localidades, atividades ao ar livre passaram a ser limitadas pela presença intensa do maruim.
A expectativa agora é que os estudos apresentados em Joinville avancem para novas etapas de avaliação e possam, no futuro, abrir caminho para uma solução efetiva no Litoral Norte gaúcho.
FOTOS: CIDIRUR/ARQUIVO
