Julgamento foi realizado nesta segunda-feira (26) e terminou com a condenação de um dos réus a mais de 23 anos de prisão; outro acusado foi absolvido da acusação de homicídio
O Tribunal do Júri da Comarca de Santo Antônio da Patrulha condenou, nesta segunda-feira (26), Diego Gabriel da Silva, acusado de executar o empresário mineiro Samuel Eberth de Melo, morto a tiros em junho de 2023, no município. O réu recebeu pena de 23 anos e 5 meses de reclusão, além de 1 ano de detenção, em regime inicial fechado, pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver, porte ilegal de arma de fogo de uso permitido e posse irregular de arma de fogo de uso permitido.
Réu seguirá preso após decisão do júri
O julgamento foi presidido pelo juiz Rafael Gomes Cipriani Silva, da 1ª Vara Judicial da Comarca patrulhense. Ao final da sessão, encerrada à noite, o magistrado determinou a manutenção da prisão de Diego Gabriel da Silva, que não poderá recorrer em liberdade. Durante o plenário, foram ouvidas quatro testemunhas, além dos interrogatórios dos acusados.
Já Welington Luiz Rodrigues da Silva foi absolvido pelos jurados da acusação de homicídio qualificado, conforme pedido do Ministério Público, responsável pela acusação. No entanto, ele acabou condenado pelo crime de ocultação de cadáver, recebendo pena de 1 ano e 15 dias de prisão, em regime aberto.
Crime teria ligação com transações fraudulentas
Conforme a denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Sul, o crime estaria relacionado a transações comerciais fraudulentas e à intenção de assegurar impunidade por delitos anteriores, como estelionato. Samuel Eberth de Melo, que atuava no ramo de revenda de veículos, teria sido atraído ao Rio Grande do Sul sob o pretexto de resolver questões comerciais.
Segundo a denúncia, o empresário foi morto com múltiplos disparos de arma de fogo, que atingiram cabeça, tórax, abdômen e braço, em uma propriedade localizada na zona rural de Santo Antônio da Patrulha, no dia 2 de junho de 2023. O corpo teria sido ocultado em uma área de declive, coberto com vegetação e entulhos, sendo localizado oito dias depois após uma denúncia anônima.
Atuaram pela acusação os promotores de Justiça Claudio Rodrigues Araújo e Leonardo Giardin de Souza, além dos assistentes de acusação, os advogados Daniel Kessler de Oliveira, Eduardo Bohn Martins e Luciano Iob. A defesa dos réus foi conduzida pelos advogados Jean de Menezes Severo, Isaac Henrique da Silva Mello, Caroline Molin de Andrade e Ariel Garcia Leite.
