Pesquisa reúne informações de mais de 47 mil pessoas e aponta desafios no acesso a direitos
A Fundação de Articulação e Desenvolvimento de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência e Altas Habilidades do Rio Grande do Sul (FADERS) divulgou a 5ª Edição da Pesquisa sobre a Comunidade Autista no estado, com dados considerados inéditos e relevantes para o debate público. O levantamento também antecede a realização de um fórum voltado ao tema, previsto para o município de Guaíba.
Segundo o presidente da fundação, Marquinho Lang, em entrevista concedida ao programa Conexão Itapuí, o estudo tem como base um amplo banco de dados construído nos últimos anos. “Nós estamos na quinta pesquisa. Com esses dados e com essa estrutura toda, pode-se dizer que no mundo não tem pesquisa igual a que a FADERS faz”, afirmou.
Dados e acesso a direitos
O levantamento considera informações de mais de 47 mil pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), cadastradas por meio da Carteira de Identificação da Pessoa com TEA (CIPTEA), emitida pela fundação desde 2021.
Entre os dados que chamam atenção está a situação socioeconômica das famílias, 75% das pessoas com autismo vivem com um salário mínimo per capita. Lang também alertou para a falta de acesso a benefícios: “De cada 10, sete teriam direito, por exemplo, ao BPC [Benefício de Prestação Continuada]”, disse, ressaltando que muitas famílias desconhecem seus direitos.
O presidente reforçou ainda que, por lei, pessoas com autismo são consideradas pessoas com deficiência, o que garante acesso a políticas públicas específicas. “Quem é diagnosticado e tem o laudo de pessoa com autismo tem todos os direitos da pessoa com deficiência”, explicou.

Fórum em Guaíba é adiado e terá nova data
O fórum estadual que estava agendado para ocorrer no dia 30 de abril, em Guaíba, teve alteração em sua programação. O evento, mencionado durante a entrevista, foi posteriormente adiado devido a compromissos do município sede e ainda não possui nova data definida, com previsão de realização para o mês de junho.
A iniciativa busca ampliar o diálogo entre poder público, entidades e a comunidade, utilizando os dados da pesquisa como base para o planejamento de políticas públicas no Rio Grande do Sul.
Confira a entrevista completa:
