Remessa inclui 81 mil doses contra a covid-19 e mais 340 mil vacinas contra a gripe; Estado alerta para baixa cobertura vacinal e aumento de internações por vírus respiratórios.
O Governo do Rio Grande do Sul recebeu, nesta terça-feira (19), um novo lote com 81 mil doses de vacinas contra a covid-19 para reforçar os estoques dos municípios. A remessa, enviada pelo Ministério da Saúde, inclui 24 mil doses destinadas a crianças e 57 mil para jovens e adultos. Segundo a Secretaria Estadual da Saúde (SES), os imunizantes ficarão armazenados na Central Estadual de Armazenamento e Distribuição de Imunobiológicos (Ceadi-RS) e serão repassados conforme a necessidade das cidades gaúchas.
Vacinas contra a gripe
Além das doses contra a covid-19, o Estado iniciou a distribuição de mais 340 mil vacinas contra a influenza (gripe), recebidas na última sexta-feira (15). Em 2026, o Rio Grande do Sul já recebeu cerca de 2,2 milhões de doses, e a expectativa é alcançar 5,2 milhões até o fim de maio, quantidade voltada aos grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde.
A Secretaria da Saúde reforça o alerta para a circulação de vírus respiratórios durante o outono e inverno, período em que cresce o número de casos de síndrome gripal e síndrome respiratória aguda grave (SRAG). Além da influenza, o vírus sincicial respiratório (VSR), principal causa de bronquiolite em bebês, apresenta padrão de circulação semelhante ao da influenza. Já a covid-19 segue circulando ao longo de todo o ano, sem padrão sazonal definido.
Internações e baixa cobertura preocupam
De acordo com a SES, o Rio Grande do Sul já registrou, em 2026, 3.808 internações por SRAG, sendo 656 relacionadas à gripe e 313 à covid-19. No mesmo período, foram contabilizadas 254 mortes, incluindo 56 por covid-19 e 47 por influenza. A maioria dos casos graves e óbitos ocorre entre idosos e crianças pequenas.
Apesar da disponibilidade de doses, a cobertura vacinal ainda está abaixo da meta. Até 18 de maio, pouco mais de 1,8 milhão de vacinas contra a gripe haviam sido aplicadas no Estado, o que representa cobertura média de 38,6% dos grupos prioritários. A orientação da Secretaria da Saúde é para que a população procure a unidade de saúde mais próxima para verificar a situação vacinal e manter a imunização em dia.
Também compõem o grupo prioritário da campanha:
- puérperas
- povos indígenas
- quilombolas
- pessoas em situação de rua
- trabalhadores da saúde
- professores dos ensinos básico e superior
- profissionais das forças de segurança e salvamento
- profissionais das Forças Armadas
- pessoas com deficiência permanente
- caminhoneiros
- trabalhadores do transporte coletivo
- trabalhadores dos Correios
- população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional
- pessoas com doenças crônicas
Vacinação contra covid-19
Quem deve se vacinar:
- idosos (com 60 anos ou mais): duas doses, com intervalo de 6 meses entre elas;
- gestantes: uma dose a cada gestação, em qualquer idade e fase gestacional, respeitando intervalo mínimo de 6 meses desde a última dose;
- crianças (6 meses a menores de 5 anos): esquema básico de duas ou três doses, conforme o imunizante;
- pessoas imunocomprometidas (a partir de 6 meses de idade): esquema básico com três doses e recomendação de doses periódicas (uma dose semestral, com intervalo mínimo de seis meses);
- população geral (5 a 59 anos): uma dose para pessoas não vacinadas anteriormente.
A estratégia de vacinação também contempla outros grupos especiais, como:
- trabalhadores da saúde;
- pessoas com comorbidades;
- pessoas com deficiência permanente;
- povos indígenas;
- comunidades quilombolas e ribeirinhas;
- população privada de liberdade;
- pessoas em situação de rua;
- trabalhadores dos Correios.
Foto: Julia Prado/Ministério da Saúde
