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Preço médio da cesta de alimentos registra queda em janeiro no Rio Grande do Sul

por Maria Alice Ramos

Conjunto de 80 produtos monitorados pela Receita Estadual acumula retração de 1,54% em 12 meses

O preço médio da cesta de alimentos no Rio Grande do Sul apresentou queda de 0,48% em janeiro, na comparação com dezembro. O levantamento é do Preço da Cesta de Alimentos (PCA-RE), calculado pelo governo do Estado a partir das notas fiscais eletrônicas. Com a retração, o custo médio da cesta, composta pelos 80 itens mais consumidos pelos gaúchos, passou a ser de R$ 289,83. No acumulado dos últimos 12 meses, o índice registra queda de 1,54%.

Variação entre as regiões

A maior redução no mês foi registrada no Vale do Caí, que inclui municípios como Montenegro e São Sebastião do Caí, onde o preço médio caiu 1,39% em relação a dezembro, fechando janeiro em R$ 291,70. Apesar da queda, o valor segue acima da média estadual. O segundo maior recuo ocorreu na região Norte, com redução de 1,19%, e custo médio de R$ 285,54.

Na outra ponta, a maior alta foi observada na região do Rio da Várzea, que abrange municípios como Palmeira das Missões e Sarandi. Nessa localidade, a cesta subiu 1,83% em janeiro e alcançou R$ 302,54.

Litoral lidera os preços

Influenciado pela alta temporada, o Litoral apresentou a cesta de alimentos mais cara do Estado em janeiro, superando pela primeira vez a região das Hortênsias na série histórica. O preço médio chegou a R$ 313,15, cerca de 8% acima da média do Rio Grande do Sul. Em relação a novembro, o custo da cesta no Litoral acumulou alta de 7%.

Já o menor valor foi registrado na região do Jacuí Centro, onde a cesta custou R$ 273,62 no último mês. A diferença entre a região mais cara e a mais barata do Estado chegou a 14,4%.

Impacto maior nas famílias de baixa renda

A queda nos preços beneficiou consumidores de todas as faixas de renda, com impacto mais significativo entre as famílias de menor rendimento. De acordo com o Índice de Inflação por Faixa de Renda, indicador elaborado pela Secretaria da Fazenda, domicílios com renda de até dois salários mínimos registraram deflação de 3,56% nos últimos 12 meses. Entre famílias com rendimento entre dois e três salários mínimos, a retração foi de 3,35% no mesmo período.

Essa diferença ocorre em razão dos hábitos de consumo. Alimentos mais presentes na mesa das famílias de baixa renda, como arroz, feijão e ovos, tiveram quedas mais expressivas de preço. Em janeiro, todas as faixas de renda analisadas, que vão de dois a 25 salários mínimos, apresentaram redução no custo da cesta.

Ovo e frango puxam a queda

Entre os 12 grupos de produtos avaliados, aves e ovos tiveram a maior redução em janeiro, com queda média de 8,36% em relação ao mês anterior. O principal destaque foi o ovo de galinha, cujo preço recuou 12,7%, sendo comercializado a uma média de R$ 8,72 o quilo. A coxa de frango também apresentou queda, custando em média R$ 8,99 o quilo, redução de 9,6% no mês.

O grupo de óleos e gorduras também registrou retração significativa, com queda média de 6,34%, influenciada principalmente pelo óleo de soja, que passou a custar R$ 7,70 o litro, valor 12,4% menor do que em dezembro.

Por outro lado, a maior alta foi observada no grupo das hortaliças, com aumento médio de 2,2%. O chuchu apresentou a maior variação, com alta de 100%, sendo encontrado a R$ 7,99 o quilo. Brócolis e repolho também tiveram aumento, de 25% e 16,6%, respectivamente.

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