Fenômeno pode aumentar volumes de chuva no Estado nos próximos meses
O inverno começou oficialmente no último domingo (21) e traz consigo um cenário de atenção para o Rio Grande do Sul. A possibilidade de fortalecimento do fenômeno El Niño ao longo de 2026 tem levado meteorologistas a monitorar as condições climáticas, já que historicamente o fenômeno está associado ao aumento das chuvas no Estado.

Período de referência: 1981-2010. Fonte: INMET.
O El Niño ocorre quando há aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial e na circulação atmosférica, sendo composto por três fases: El Niño, marcado pelo aquecimento das águas; La Niña, caracterizado pelo resfriamento das águas; e neutralidade, que é quando não há atuação de qualquer dos dois fenômenos.
Chuvas acima da média são tendência para o Estado
De acordo com estudos do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), o Rio Grande do Sul é uma das regiões brasileiras mais influenciadas pelo fenômeno. Isso ocorre porque o El Niño favorece o transporte de umidade da Amazônia para o Sul do país, intensificando a formação de sistemas de instabilidade e aumentando a ocorrência de temporais e acumulados elevados de chuva.
A previsão climática para o trimestre entre maio, junho e julho de 2026 já indica maior probabilidade de precipitações acima da média em território gaúcho. Historicamente, eventos de El Niño forte costumam provocar volumes superiores ao normal em praticamente todo o Estado, especialmente nas regiões Norte e Noroeste.
Memória das enchentes reforça necessidade de monitoramento
As enchentes registradas no Rio Grande do Sul em abril e maio de 2024 ocorreram durante a fase final de um episódio intenso de El Niño. Embora especialistas ressaltem que o desastre foi resultado da combinação de diversos fatores atmosféricos e oceânicos, o fenômeno contribuiu para intensificar as condições que favoreceram as chuvas extremas.
Para este inverno, o INMET projeta temperaturas próximas da média histórica e reforça que ainda não há previsão de eventos extremos no curto prazo. No entanto, a possível evolução do El Niño durante o segundo semestre aumenta a importância do acompanhamento constante das previsões meteorológicas e dos boletins climáticos emitidos pelos órgãos oficiais.


