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Dom Jaime reflete sobre a importância da correção fraterna e do perdão na vida comunitária

por Melissa Maciel

No artigo desta semana, o bispo da Diocese de Osório, dom Jaime Pedro Kohl, reflete sobre a importância da correção fraterna e do perdão na vida das famílias e comunidades. A partir das leituras bíblicas do final de semana, o bispo destaca que viver em fraternidade também implica estar atento ao outro, reconhecer limites e, quando necessário, ajudá-lo a perceber e corrigir seus erros.

A reflexão chama atenção para a delicadeza desse gesto, que deve ser realizado com respeito, amor sincero e responsabilidade, sem transformar a correção em condenação. Inspirado no ensinamento de Jesus em Mateus 18, Dom Jaime apresenta um caminho baseado no diálogo, na discrição e na busca pela reconciliação, lembrando que quem ama verdadeiramente deseja o bem e a salvação do outro.

Ao abordar os conflitos que fazem parte da convivência humana, o bispo também reforça que correção fraterna e perdão são atitudes necessárias para superar tensões e fortalecer os vínculos. “Somente quem ama de verdade e tem fé faz a correção fraterna”, afirma Dom Jaime, que convida à leitura do artigo completo e à reflexão sobre como esse ensinamento pode ser vivido nas famílias, comunidades e relações cotidianas.

Leia o artigo completo:

Correção fraterna

As leituras bíblicas deste final de semana nos interpelam a vivermos atentos uns para com os outros e a buscarmos a unidade, que é condição para sermos escutados em nossas preces e contarmos com a presença de Deus: “Onde dois ou três estiverem reunidos em nome de Jesus, Ele está presente e qualquer coisa que pedirem ao Pai lhes será concedido”.

Limitações e fraquezas sempre existem, portanto, o verdadeiro amor não nos exime da necessidade de corrigir-nos mutuamente, se queremos o bem uns dos outros e a nossa salvação.

Diz Deus ao profeta Ezequiel: “Se advertires o ímpio a respeito de sua má conduta, para que se arrependa, e ele não se arrepender, ele morrerá por própria culpa, porém tu salvarás tua vida” (Ez 33,9).

Embora cada um deva responder por suas condutas e ações, existe uma interdependência no tecido social e muito mais quando se trata da questão religiosa. Nenhuma pessoa deve viver como se fosse uma ilha, despreocupada com o que acontece no contexto social. O sentido pleno da vida é marcado pela convivência fraterna. Sabemos que ninguém pode ser feliz sozinho.

Essa convivência entre pessoas com seus dons e limites sempre terá algum conflito e tensão, portanto, é indispensável uma disposição à correção fraterna e ao perdão recíproco.

As pessoas que erram precisam ser advertidas de seus atos irresponsáveis e não simplesmente condenadas sumariamente. A correção fraterna sincera e caridosa torna-se um ato bonito de corresponsabilidade de uns para com os outros.

A correção fraterna é algo delicado, porque pode causar constrangimento diante da comunidade e, para ser verdadeira, deve estar fundamentada no respeito e no amor sincero.

Jesus, no evangelho deste domingo, mostra aos seus discípulos o jeito certo: “Se o teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular, a sós contigo! Se ele te ouvir, tu ganhaste o teu irmão. Se ele não te ouvir, toma contigo mais uma ou duas pessoas, para que toda questão seja decidida sob a palavra de duas ou três testemunhas. Se ele não vos der ouvidos, dize-o à Igreja” (Mt 18, 19).

Quem ama faz de tudo para não praticar o mal e reconhece seus erros com muita facilidade. A fraternidade é divina e precisa estar acima dos interesses egoístas que prejudicam a vida dos outros. Somente quem ama de verdade e tem fé faz a correção fraterna.

A correção fraterna e o perdão fazem falta em muitas famílias e comunidades. Acreditamos que sempre é possível superar mesmo os conflitos mais delicados com a ajuda da graça de Deus, que trabalha no coração humano.

Dom Jaime Pedro Kohl – Bispo de Osório

Fonte: Ascom Diocese de Osório / Melissa Maciel

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