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Litoral Norte tem três municípios atendidos pelo Programa Prato Gaúcho

por Anderson Weiler

O Programa Prato Gaúcho (PPG), coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Social do Rio Grande do Sul, já conta com 28 cozinhas comunitárias em funcionamento no Estado. A iniciativa, que oferece refeições gratuitas para pessoas em situação de vulnerabilidade social, também está presente no Litoral Norte, com unidades em Balneário Pinhal, Osório e Tramandaí.

Dentro da área de abrangência do Grupo Maristela, o programa também contempla Cachoeirinha e Viamão, na Região Metropolitana. Os cinco municípios fazem parte da lista oficial de 37 cidades participantes do programa, todas atingidas pelas chuvas intensas de abril e maio de 2024.

O PPG conta com investimento global de R$ 10,3 milhões do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs). Os recursos são destinados à implantação das cozinhas comunitárias e ao apoio para o custeio da alimentação oferecida à população. A previsão é de que novas unidades sejam inauguradas até o fim de 2026.

Ao todo, os municípios participantes deverão garantir pelo menos 12 mil refeições por equipamento durante o período de conveniamento. O programa representa uma iniciativa do governo estadual para ampliar a rede pública de segurança alimentar e atender famílias em situação de vulnerabilidade.

DUAS MODALIDADES DE ATENDIMENTO

As cozinhas do Prato Gaúcho funcionam em duas modalidades. Uma delas oferece as refeições diretamente em refeitórios instalados nos equipamentos. A outra disponibiliza os alimentos em viandas retornáveis, fornecidas pelas próprias cozinhas.

Na modalidade com refeitório, 12 municípios receberam R$ 308 mil para a implantação. Já na modalidade de viandas retornáveis, 25 prefeituras receberam R$ 264 mil cada. Os municípios também precisam apresentar contrapartida para a implantação e o custeio dos equipamentos.

Além da oferta de alimentação, o programa prevê que as cozinhas funcionem como espaços de inclusão e orientação, aproximando os usuários de informações sobre outros serviços e políticas públicas disponíveis.

ESTRUTURA PREPARADA PARA EVENTOS EXTREMOS

As cozinhas comunitárias também foram planejadas para manter o atendimento em situações de emergência. As regras do programa determinam que os locais escolhidos considerem áreas de risco de inundação e deslizamento, além das condições de infraestrutura de água e energia elétrica.

Cada unidade deve contar ainda com gerador de energia e reservatório de água, permitindo a continuidade da oferta de refeições mesmo diante de interrupções temporárias nos serviços essenciais.

Com as 28 cozinhas atualmente em funcionamento e novas unidades previstas até o fim do ano, o Programa Prato Gaúcho amplia a estrutura de segurança alimentar no Rio Grande do Sul, incluindo municípios do Litoral Norte e da Região Metropolitana.

Foto: Brayan Martins/Ascom Sedes

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