A memória que ajudou a construir o Litoral Norte gaúcho ganha novo capítulo com a conclusão do projeto de restauração do acervo documental da Diocese de Osório. Após três anos de trabalho técnico, quase 800 volumes históricos, alguns datados de 1773, foram recuperados, preservados e digitalizados, garantindo a continuidade de registros que documentam nascimentos, casamentos, óbitos e a formação social da região antes mesmo da existência dos cartórios civis no Brasil.

A apresentação oficial ocorre no dia 10 de abril, na Cúria Diocesana. Considerado um dos mais relevantes conjuntos documentais do Estado, o acervo reúne registros que, por mais de um século, foram os únicos documentos oficiais da população local. O projeto envolveu diagnóstico técnico, restauração especializada com técnicas internacionais, tratamento químico das páginas, uso de papel japonês para reforço estrutural e digitalização completa dos materiais.
Além de preservar os originais, a iniciativa inaugura um sistema de consulta online, ampliando o acesso público e permitindo que pesquisadores, estudantes e famílias resgatem suas próprias histórias. Mais do que recuperar livros antigos, a iniciativa reposiciona a memória regional no ambiente digital e transforma o acervo em referência nacional em preservação histórica.
O projeto é uma realização da Diocese de Osório através do financiamento do Sistema Pró-Cultura, LIC/RS, com elaboração e gestão da Lahtu Sensu Administração Cultural e patrocínio das empresas Frigorífico Borrússia, Água Mineral Santo Anjo, Madesa, Supermercados Dalpiaz, Arrozagro, Expresso São José, Pabovi, Freepet, Realengo, Frigodal da Colônia.
A reportagem especial apresenta detalhes inéditos do processo, curiosidades da restauração e o impacto cultural do projeto para o Litoral Norte. Acesse a matéria completa, nesta sexta-feira, 03, em jornaldomar.com.br ou acompanhe pelo canal oficial do Grupo Maristela no WhatsApp.




Fotos: Arquivo Diocese de Osório
