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Operação apreende mais de 13 toneladas de cabos e prende dois suspeitos, com ação em Capão da Canoa

por Anderson Weiler

A Polícia Civil apreendeu mais de 13 toneladas de cabos de cobre e alumínio e prendeu dois homens durante a Operação Linha Oculta, deflagrada nesta terça-feira (3), com cumprimento de mandados de busca e apreensão em Capão da Canoa, no Litoral Norte, além de Cachoeirinha e Campo Bom. A investigação apura crimes de furto e receptação de materiais utilizados nas redes de energia elétrica e telecomunicações.

Ao todo, foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão nos três municípios. Os dois homens foram presos por suspeita de receptação qualificada e majorada de bens de uso exclusivo de concessionárias de serviços públicos, no exercício de atividade comercial, além de posse irregular de arma de fogo.

Durante a operação, os policiais apreenderam 13.086 quilos de cabos de cobre e alumínio, avaliados em aproximadamente R$ 800 mil. Também foram recolhidos cinco celulares, uma arma de fogo calibre .380, 32 munições do mesmo calibre, um carregador de pistola 9 milímetros e R$ 11.154 em dinheiro.

Um caminhão que seria utilizado no transporte dos materiais também foi apreendido, assim como roupas com identificação de operadoras de serviços, um equipamento DVR e outros itens que podem contribuir para o avanço das investigações.

Investigação envolve crimes nas regiões Metropolitana e Litorânea

Coordenada pela Delegacia de Polícia de Repressão aos Crimes contra o Patrimônio das Concessionárias e dos Serviços Delegados, a operação busca desarticular estruturas criminosas envolvidas no furto e na comercialização ilegal de materiais pertencentes a concessionárias de serviços essenciais.

Segundo a Polícia Civil, a investigação identificou elementos relacionados à cadeia de receptação dos cabos, que integram a infraestrutura das redes de transmissão de energia elétrica e telecomunicações. Os crimes investigados teriam sido praticados ao longo deste ano nas regiões Metropolitana e Litorânea.

Os dois presos foram encaminhados aos estabelecimentos prisionais correspondentes e permanecem à disposição da Justiça. A investigação continua, incluindo a análise dos dispositivos eletrônicos apreendidos e a coleta de provas para identificar outros possíveis envolvidos.

Fotos: PCRS/Divulgação

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